Alguns looks tinham claramente referências esportivas e utilitárias, com peças feitas a partir do nylon, do algodão e do linho. As formas apareceram ora estruturadas, ora soltas e repletas de amarrações de próprio tecido. As estampas digitais e abstratas foram parte responsáveis pelo mix de cores, através de uma cartela bastante contraditória, já que variava dos tons apagados como o cinza, até os mais vivos como o azul e o vermelho, passando pelos leves como o rosa.
O jeans detonado também apareceu ao lado de calças pantalonas fluidas. O "quê" sexy e discreto dessa linha apareceu através dos grandes cortes nas regatas que, algumas vezes, valorizavam a região lateral e os seios das modelos. Para os homens não foi diferente: algumas regatas e camisetas totalmente rasgadas deixavam a pele bastante à mostra.
A linha conta com mix de tudo: tecidos, texturas, peças e até mesmo de estação, por conta dos trajes mais frescos, até aqueles com mais tecido, que se aproximam do que é usado no inverno. O maior diferencial dessa grife foi a omissão de qualquer tipo de tendência já apresentada nesta edição de verão da semana de moda carioca. O que foi priorizado, foi o conceito literal. A inspiração ganhou formas de roupas eliminando qualquer tentativa de mostrar "tendências fortes" para o verão. Com isso, o DNA da grife.
Uma novidade performática que OEstúdio mostrou foram as peças inusitadas como bolsas infláveis que representavam os Monumentos Móveis, de forma 3D. Os acessórios foram feitos de plásticos ABS. As bolsas apareceram em tamanhos max. Nos pés, tanto dos homens quanto das mulheres, tênis coloridos e de cano alto. A beleza foi simples, com fios soltos, desfiados, armados e com frizz, e a maquiagem clean, mais uma vez para refletir a inspiração da marca.
A trilha sonora variada do desfile, que teve We Are Young e Hip Hip Rooray, por exemplo, foi responsável por mostrar vários estilos em um só desfile. As próprias peças, apesar de seguirem uma mesma "linha de pensamento", mudavam conforme a música, seja no shape ou na cor, mas sempre tendo algo forte que as ligasse. As peças e os detalhes em dourado permaneceram durante toda a apresentação, valorizando saias, hot pants, golas e sapatos.
O shape aparece ora reto, ora fluido e os tecidos passam por cores claras e açucaradas, off-white, chegando até os tons mais escuros como o azul e o preto. Algumas peças com cintura marcada reforçam uma lembrança cinquentinha e os maiôs com corpetes bm ajustados relembram as pin-ups. As estampas foram mesclas, em desenho de próprios heróis, de espinhas de peixes até uma levada mais liberty, destacando as flores.
Apesar de ser uma coleção para a estação mais quente do ano, a Ausländer apresentou uma grande quantidade de calças compridas confeccionadas nas candy colors e combinadas com peças mais leves e fluidas, feitas em seda. Os coletes apareceram em conjuntinhos com shorts. O couro formou micro-vestidos e corpetes e foi responsável pelos cardigãs masculinos e casacos femininos que iam até o chão, mas por conta da leveza do tecido, deixavam os looks frescos.








